Como manter saúde mental durante a pandemia?

Atualizado: Jun 4


As incertezas da Covid-19 podem afetar não apenas a saúde do corpo e financeira, mas também do psicológico



A pandemia da Covid-19 trouxe muitas dúvidas e medos: a doença, a economia e emprego, além de ter que ficar em casa, sem poder sair e encontrar amigos e familiares. Não é necessário ser um especialista em psicologia para afirmar que essa combinação explosiva não faz bem para a saúde mental e psicológica das pessoas.


Esses receios são reais e apenas o tempo dirá quais serão as consequências em nossas vidas. Mas buscar maneiras de amenizá-los e lidar com eles de forma saudável é fundamental, pois de nada adiantará a felicidade do retorno das atividades, empregos e convívio social, se estivermos mentalmente e psicologicamente doentes.


De acordo com uma pesquisa sobre como a pandemia do novo coronavírus afetou a vida dos brasileiros - realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a UFMG e Unicamp, com 44 mil pessoas - 40% dos entrevistados se sentem deprimidos, 54% se sentem nervosos ou ansiosos e 29% relatam problemas para dormir.


Visando combater as complicações mentais, a Fiocruz lançou o material ‘’Saúde Mental e Atenção Psicossocial na pandemia COVID-19’’, em que reúne dicas e recomendações para as pessoas atravessarem este período com mais lucidez.


Veja algumas recomendações do material:


• Reconhecer e acolher seus receios e medos, procurando pessoas de confiança para conversar;

• Retomar estratégias e ferramentas de cuidado que tenha usado em momentos de crise ou sofrimento e ações que trouxeram sensação de maior estabilidade emocional;

• Investir em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo (meditação, leitura, exercícios de respiração, entre outros mecanismos que auxiliem a situar o pensamento no momento presente;

• Se você estiver trabalhando durante a epidemia, fique atento a suas necessidades básicas, garanta pausas sistemáticas durante o trabalho (se possível em um local calmo e relaxante) e entre os turnos.

• Investir e estimular ações compartilhadas de cuidado, evocando a sensação de pertença social (como as ações solidárias e de cuidado familiar e comunitário)

• Reenquadrar os planos e estratégias de vida, de forma a seguir produzindo planos de forma adaptada às condições associadas a pandemia;

• Evitar o uso do tabaco, álcool ou outras drogas para lidar com as emoções;

• Manter ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas;

• Buscar fontes confiáveis de informação como o site da Organização Mundial da Saúde; • Reduzir o tempo que passa assistindo ou ouvindo coberturas midiáticas;

• Compartilhar as ações e estratégias de cuidado e solidariedade, a fim de aumentar a sensação de pertença e conforto social.

Outro consenso entre profissionais de saúde é para o caso de as recomendações não serem suficientes para amenizar o sofrimento no período buscar ajuda de profissionais. Além dos centros de ajuda, Centro de Valorização da Vida, por exemplo, muitos psicólogos estão atendendo durante a pandemia de maneira digital.



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