Executivos apresentam protocolos para reabertura das salas de vendas de tempo compartilhado


Diretores e gerentes da TC Brasil, Prime Vacation, GAV Resorts e New Time explicaram as adaptações necessárias para a retomada das atividades no setor

  • Maria Laura Saraiva

Uma parte essencial da reabertura para o setor de turismo compartilhado é a volta das salas de vendas. A pauta foi debatida no Painel Digital realizado pela Turismo Compartilhado na última quinta-feira (09/07), com a participação de Aline Rossi, diretora de vendas da TC Brasil, Cesar Mor, gerente de vendas da Prime Vacation, Átila Gratão, diretor de operações da GAV Resorts e João Paulo Mansano, diretor comercial da New Time.

Os profissionais falaram sobre os protocolos implantados na retomada para garantir a segurança de clientes e colaboradores, além do investimento nas adaptações e as mudanças nas apresentações.

New Time apresenta case do Brava Mundo

A rotina do “novo normal” dentro das salas envolverá, segundo João Paulo Mansano, a presença de tapetes sanitizantes nas entradas, para higiene dos sapatos, álcool em gel, aferimento de temperatura e disponibilização de máscaras para clientes. Ele contou a reabertura da sala do Brava Mundo, em Itajaí/SC.

A partir do momento em que os clientes já estão nas mesas, outros protocolos precisam de atenção. O espaço kids, por exemplo, João Paulo salientou que precisou de adaptação, principalmente para que as crianças ficassem mais próximas das mesas e dos cuidados dos próprios pais, sem a mediação de uma monitora, além de os brinquedos serem higienizados com mais frequência e atenção.

Outra dúvida frequente do mercado é sobre o tempo das apresentações. “Já havíamos passado por uma enxugada na duração recentemente, mas não vimos a necessidade de alterar isso novamente. Esse tipo de medida não acaba surtindo tanto efeito”, opinou João Paulo Mansano.

Investimento para novos protocolos foi baixo na GAV Resorts


Átila Gratão contou mais sobre como está sendo o processo da retomada na GAV Resorts. “Não é o melhor dos mundos, mas nós temos que passar segurança para os colaboradores”, afirmou ele. Os protocolos rotineiros também foram aplicados, como álcool em gel, distanciamento, medição de temperatura e instalação de divisórias de acrílico. Segundo o diretor de operações, o investimento nessas adaptações se deu em torno de R$5.000,00, valor considerado baixo perante a produção e o lucro médio da sala.

Para o setor infantil, o sócio da GAV que a recreação foi suspensa. No caso de famílias com filhos pequenos, os consultores são orientados a levarem esses clientes para assistirem à apresentação nas mesas do lado externo das salas.

A respeito das apresentações nas salas de vendas da GAV, não houve mudanças significativas de tempo e planejamento. “Vinte minutos a mais que sejam não farão tanta diferença, portanto a apresentação será a mesma. Só faria sentido reduzir se fosse para aumentar a rotatividade de famílias, mas não é a prioridade”, afirmou Átila Gratão.

Prime Vacation preocupa-se com saúde mental dos colaboradores


Além dos procedimentos já mencionados, Cesar Mor informou que a Prime Vacation fez um trabalho também de cuidado com a saúde mental da equipe, algo que vai além do distanciamento e higiene recomendados, afirmou ele. “Os colaboradores acabam ficando muito ansiosos com tudo isso, de recomeçar e atingir as metas da empresa. Nós estamos passando a ideia da saúde como prioridade para a equipe e alinhando nossos protocolos”, conta o gerente.

Uma das adaptações de estrutura que tiveram que ser realizadas foi a de transformar o espaço infantil. Os brinquedos que proporcionam muitos toques e contato acabaram sendo substituídos por uma sala de cinema, com as cadeiras distanciadas e o controle de funcionários.

Outra medida que precisou ser tomada foi a de canetas quase “descartáveis”, abertas na frente do cliente para o uso exclusivo no momento da assinatura de contratos. Fazer uma venda bem-feita é a prioridade das salas, segundo ele, que não estão sendo orientadas a acelerar suas apresentações nem as adaptar. “A preocupação é que todos estivessem e mais do que isso, se sentissem seguros. Esse objetivo eu considero atingido”, afirma Cesar.

TC Brasil conta experiência de reabertura no Costão do Santinho

Na TC Brasil, de acordo com Aline Rossi, as salas de vendas devem seguir os protocolos estabelecidos pelos hotéis parceiros da consultoria. Ela contou a experiência da empresa na reabertura da sala de vendas do clube de férias do Costão do Santinho, em Florianópolis. O tubo de desinfecção por ozônio, por exemplo, é uma das novidades que possibilitou a maior segurança dentro das salas. “Nós fizemos um trabalho de capacitação durante o isolamento dos funcionários, adequando a logística para esse novo formato de vida que temos hoje. Foi preciso trabalhar com os colaboradores para que essa adaptação ao novo normal se fizesse da maneira certa”, diz ela.


A alteração na abordagem das vendas foi feita, segundo a diretora, para que o contexto se enquadrasse melhor no discurso e ajudasse a impulsionar o negócio. Apelar para a saudade dos familiares e reforçar a importância dos bons momentos de lazer foram alguns dos pontos inseridos nessa nova abertura. As crianças também não foram esquecidas, mas estão sendo mantidas mais próximas dos pais e com mais funcionários para mediar as brincadeiras.


“O tempo compartilhado é um produto de crise. Ele nasceu com ela e passou por várias inovações durante diferentes momentos para sobreviver. Agora é hora de dar a volta por cima”, finaliza Aline Rossi.


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