‘’Gastamos 12 anos para construir o Airbnb e perdemos quase tudo em quatro a seis semanas''


Brian Chesky, CEO do Airbnb, explicou o impacto da Covid-19 nos negócios e também apontou tendências para a indústria de viagens para o pós-pandemia

‘’Viagens como conhecíamos acabaram’’, declarou o CEO do Airbnb, Brian Chesky, que revelou recentemente como que a pandemia da Covid-19, com todas as restrições a viagens, afetou os negócios da plataforma digital de compartilhamento de hospedagens e também projetou o futuro das viagens pelos próximos anos.

‘’Gastamos 12 anos para construir o Airbnb e perdemos quase tudo em questão de quatro a seis semanas’’, afirmou Chesky, que fundou o Airbnb em 2008, junto a Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk. Ele fez essas observações durante uma entrevista ao canal de notícias CNBC.

Ao contrário que essas declarações sugerem, o CEO do Airbnb está muito otimista e apontou o mercado de viagens como resiliente. ‘’Isso não significa que as viagens acabaram, apenas como conhecíamos’’. Para ele, a volta das viagens levará mais tempo que o previsto.

Esse otimismo de Chesky também é devido ao volume de reservas do Airbnb em maio e junho deste ano nos EUA, que foi muito similar ao mesmo período de 2019. Ele ressaltou que esse resultado foi alcançado sem qualquer campanha de marketing da empresa.

O CEO do Airbnb contou que essas reservas são para pessoas que procuram por viagens perto de suas casas. ‘’As pessoas estão dizendo que querem sair de casa, mas querem estar a salvo. Não querem embarcar em aviões. Não querem viajar a negócios. Eles querem ir para as cidades e não querem atravessar fronteiras. O que eles estão dispostos a fazer é entrar em um carro e dirigir algumas centenas de quilômetros até uma pequena comunidade’’.

Para ele, depois que a pandemia diminuir, as pessoas viajarão menos para os principais destinos turísticos e optarão por visitar destinos menos conhecidos. "Acho que, em vez de a população mundial viajar para apenas algumas cidades e permanecerem em grandes destinos turísticos, teremos uma redistribuição para onde as pessoas viajam", afirmou Chesky, que apontou que o Airbnb poderá explorar a tendência do home office, com as pessoas podendo optar por viajar para cidades próximas e trabalharem em outras casas.

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